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Novas imagens do 8 de Janeiro tiraram a cortina de fumaça preparada pelo governo

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Nenhuma conclusão pode ser tirada neste momento, mas os dados são mais que suficientes para motivar uma ampla investigação que possa esclarecer de uma vez o que efetivamente aconteceu.

As notícias negativas quase sempre são camufladas com informações bombásticas. São aqueles fatos tão impactantes que funcionam como espécie de cortina de fumaça, desviando as atenções. Em vez de os jornais, emissoras de rádio e de televisão e as mídias socias se concentrarem apenas no que certos grupos não gostariam de ver divulgado, dividem seu noticiário com outros acontecimentos. Nos dois últimos dias, por exemplo, uma notícia que deveria ocupar as principais manchetes na imprensa era o adiamento da leitura do relatório que daria início à CPMI do 8 de Janeiro. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, havia prometido a alguns deputados e senadores que faria a leitura na terça-feira, 18. Por pressão do governo, que prefere ver o demônio, mas não essa bendita CPMI, a promessa não foi cumprida e a sessão adiada.

O intenso trabalho do Palácio do Planalto para que suas excelências retirassem as assinaturas não funcionou. Precisaria haver uma justificativa para o adiamento. E ela veio mais com cara de desculpa. A explicação foi a de que o piso salarial dos enfermeiros precisaria antes receber o aval da Comissão Mista de Orçamento. O ambiente ferveu. A base oposicionista, como retaliação, garantiu que faria obstrução para que as matérias do governo não fossem aprovadas. Os bolsonaristas não se conformam com a quebra de palavra de Pacheco porque, além da promessa, conseguiram quórum e as assinaturas suficientes de deputados e senadores. Na pauta do dia, não havia assunto mais relevante que esse. Por isso, era preciso encontrar um fato impactante para dividir os holofotes e o noticiário. O governo deveria agir rapidamente. E não demorou mesmo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seguindo orientação do presidente Lula, anunciou que as pessoas físicas poderão continuar a receber encomendas internacionais de até US$ 50,00 sem pagar tributo. Depois de esse tema ter tomado conta das manchetes dos meios de comunicação durante toda a semana, era um assunto que, com certeza, despertaria a atenção de todos. A neblina providencial para ofuscar o adiamento da leitura do relatório. Bem, havia outros temas que ajudariam a pulverizar o noticiário, mas não dava para arriscar. Não deu outra. Os jornais da quarta-feira, 19, praticamente não falaram do adiamento. Na Folha de S. Paulo, o recuo na cobrança de impostos dos produtos chineses até US$ 50,00 foi a segunda chamada mais importante, a primeira foi sobre o arcabouço fiscal. O Estado de S. Paulo deu destaque à troca de chefes no Incra. O jornal O Globo destacou em primeiro plano a nova regra fiscal, em segundo o recuo na cobrança de tributos das quinquilharias chinesas. No Correio do Povo este tema foi o principal. E do adiamento da leitura do relatório, um assunto tão efervescente, nadinha.

Como desgraça pouca é bobagem, quando parecia que a situação havia sido devidamente eclipsada, eis que surge outra bomba inesperada – as imagens com detalhes do que havia ocorrido no momento da invasão do dia 8. E lá, belo e formoso, estava zanzando o ministro-chefe do GSI, Gonçalves Dias. Era o batom na cueca que a oposição precisava para trazer à luz de vez as verdades que teimavam em esconder. Que tipo de notícia mais importante poderia surgir para se transformar em nova nuvem? Não funcionou nem como fumacinha o pedido de demissão do ministro e sua repentina indisposição para não comparecer ao depoimento na audiência a qual fora convidado para participar na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime. Será que essa inesperada antecipação da viagem de Lula a Portugal poderia ser uma tentativa de embaralhar as manchetes?

Os noticiários não falam de outro assunto que não seja o vídeo divulgado. Essas imagens mudam completamente a narrativa do governo de que o vandalismo deva ser creditado apenas aos manifestantes que vestiam verde e amarelo e rezavam na frente dos quarteis. Nenhuma conclusão pode ser tirada neste momento, mas os dados são mais que suficientes para motivar uma ampla investigação que possa esclarecer de uma vez o que efetivamente aconteceu. Deputados da oposição já falam em alto e bom som que o fim deverá ser o impeachment de Lula. Nem o vaivém das tretas do presidente com os norte-americanos têm relevância para subir ao pódio. Essa página foi virada. É notícia de ontem. O que vale hoje, sem tempo de aparecer um fato novo, é o tsunami do vídeo. Se chegarão ou não a Lula, só o futuro dirá. Em todo caso, não custa nada a Alckmin ficar no aquecimento.

Fonte: Jovem Pan

 

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Fernando Motta atua no jornalismo desde 2006 onde foi Sócio Proprietário do Portal SJ Online, Locutor e Entrevistador da Rádio Transamérica por cinco anos e apresentador de Programa de Entrevistas da Rádio Difusora SJN por dois anos.

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